'Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor.' Margarida Rebelo Pinto
sábado, 24 de março de 2012
Estou desfeita. Já sabia que tínhamos chegado ao fim desde há algum tempo, mas ver-te dizer que amas outra pessoa é difícil. Ver-te a beijá-la como prova do amor que sentes destrói-me. Saber que lhe chamas namorada faz-me sofrer. Ela tem tudo que eu sempre quis e que nunca tive. Já nem sei escrever-te, e é uma perda de tempo. Eu mudei muito, mas que importa isso? Sei que não melhorei, apenas me tornei noutra pessoa. Mas também não quero saber disso. Não gostas de mim? Está bem, não és o único. Já não me esforço para que gostem. Nunca fui muito importante para ti. Muitos andam felizes com os seus relacionamentos. Eu não me preocupo. Estás feliz? Então por mim tudo bem. Fui estúpida. O que digo já nem faz sentido. Escrevo frases soltas. Ninguém me entende. Poucos se preocupam. Não sabem o que dizer. Esquecer-te é a melhor opção mas parece impossível. Eu quero-te. És a pessoa mais importante para mim. Hoje estive a chorar, mas pouco, porque eu nunca choro. Todos me julgam. O que dizem sobre mim não me incomoda. O que tu pensas sim. O que estou a escrever é uma merda, mas estava a precisar. Escrever direito envolve pensar, e não tenho paciência. Tu também não vais ler, não precisa de estar bom, e os que estavam, não respondias. A culpa deve ser minha, aparentemente é sempre. Estou quase morta. Tu não te importas. Eu não me importo. Ninguém se importa. Não vou escrever mais, dá trabalho, quero chorar. É melhor dormir, mas não quero. Adeus, é o fim. Não do texto, mas sim o meu. Estou cansada da vida. Sou infantil. É apenas uma má fase. Daqui a uns tempos isto vai parecer-me ridículo, mas é sempre assim. Estou farta. Fica bem meu amor.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário